quarta-feira, 28 de março de 2012

O ambiente do DW

Devido às diferenças existentes entre os dados primitivos e os dados derivados como vimos em OLTP & OLAP, outros aspectos por consequencia necessitam de nova abordagem segundo Inmon.

OS NÍVEIS DE DADOS
Estas diferenças acabam por gerar 4 (quatro) níveis de dados na organização, como segue:
  • Operacional ==> Contém os dados primitivos que atende às transações OLTP, refletindo o valor atual dos registros;
  • Atômico / Data Warehouse ==> Contém dados primitivos que não são atualizados e alguns dados derivados, não existe a sobreposição de valores, mantendo um histórico dos registros através da utilização de um elemento tempo associado a chave de cada registro;
  • Departamental ==> Contém apenas dados derivados e agrupados por departamento, tem-se uma base de dados para o Marketing, outro para o RH, outro para o Financeiro e assim por diante. Também existe neste nível o elemento tempo associado a chave de cada registro.
  • Individual ==> Contém dados que serão utilizados nas análises heurísticas, normalmente são dados temporários de pequenas proporçoes e utilizados pelos Sitemas de Informações Executivas (EIS).

CICLO DE VIDA DO DESENVOLVIMENTO DE SISTEMAS
As diferenças entre os sistemas tradicionais e um DW não termina na forma de armazenar / modelar os dados, o desenvolvimento de sistemas para um ambiente de DW é praticamente o oposto ao tradicional SDLC (Systems Development Life Cycle), conforme abaixo:

SDLC Clássico
SDLC de um DW
  • Ciclo de vida baseado em requisitos
  • Ciclo de vida baseado em dados
  • Levantamento de necessidades
  • Implementar o warehouse
  • Análise
  • Integrar os dados
  • Projeto
  • Procurar distorções
  • Programação
  • Programas para os dados
  • Teste
  • Projetar sistemas SAD
  • Integração
  • Analisar os resultados
  • Implementação
  • Entender necessidades


UTILIZAÇÃO DO HARDWARE
Em um sistema OLTP o consumo do hardware mantém um certo padrão / média de utilização durante o tempo. É possível planejar o crescimento / upgrade do sistema.

É possível prever os picos de utilização por conta da sazonalidade, por exemplo, no natal o sistema das operadoras de cartão de crédito têm um pico de utilização.

Em contrapartida um sistema DW / SAD terá picos de utilização do hardware apenas quando houver solicitações de ETL e / ou consultas OLAP dos usuários e logo em seguida o hardware voltará a ficar ocioso.

Neste cenário consegue-se prever o ritmo de crescimento da base de dados, porém o consumo de CPU / memória RAM e espaço para dados temporários já fica mais complicado.

Ou seja, a configuração / ajuste fino do hardware que vai atender às demandas dos sistemas legados (OLTP) é totalmente diferente das necessidades / especificações dos sistemas que irão atender às demandas dos sistemas DW / OLAP.

CONCLUSÃO
Só estes três argumentos já justificam porque deve-se ter um ambiente separado para os sistemas DW / OLAP.

Na sequência vamos iniciar os estudos sobre modelagem multidimensional.

Qualquer dúvida, sugestão, crítica ou elogio registre abaixo. Abraços e até a próxima.

terça-feira, 20 de março de 2012

OLTP & OLAP

OLTP (Online Transaction Processing ou Processamento de Transações em Tempo Real) caracteriza-se por um grande número de transações (INSERT, UPDATE e DELETE) envolvendo uma pequena quantidade de dados em um ambiente multi-acesso, mantendo a integridade referencial.

No planejamento do banco de dados busca-se reduzir o tamanho e a redundância dos dados e normalmente se aplica a 3FN (terceira Forma Normal) na modelagem, são os dados primitivos ou dados operacionais segundo W. H. Inmon.

OLAP (Online Analytical Processing ou Processamento Analítico em Tempo Real) caracteriza-se por poucas transações (INSERT e SELECT) envolvendo um volume muito grande de dados.

Na busca por eficiência das consultas, os dados armazenados no DW ou DM´s, normalmente são desnormalizados e utilizam esquemas multi dimensionais, são os dados derivados ou dados SAD segunda W. H. Inmon.

Fonte: http://datawarehouse4u.info/OLTP-vs-OLAP.html
Juntamente com o OLAP surgiram novos termos como DOLAP, ROLAP, MOLAP, HOLAP, slice and dice, pivot table, drill down/up que ampliaremos posteriormente.

A tabela abaixo extraída do livro "Como construir o Data Warehouse" de W. H. Inmon apresenta algumas diferenças conceituais entre os dados primitivos e os dados derivados, vejamos:

DADOS PRIMITIVOS ou
DADOS OPERACIONAIS
DADOS DERIVADOS ou
DADOS SAD
  • Baseados em aplicações
  • Baseados em assuntos ou negócios
  • Detalhados
  • Resumidos ou refinados
  • Exatos em relação ao momento do acesso
  • Representam valores de momentos já decorridos ou instantâneos
  • Atendem à comunidade funcional
  • Atendem à comunidade gerencial
  • Podem ser atualizados
  • Não são atualizados
  • São processados repetitivamente
  • Processados de forma heurística
  • Requisitos de processamento conhecidos com antecedência
  • Requisitos de processamento não são conhecidos com antecedência
  • Compatíveis com o SDLC
  • Ciclo de vida completamente diferente
  • Performance é fundamental
  • Performance atenuada
  • Acessados uma unidade por vez
  • Acessados um conjunto por vez
  • Voltados para transações
  • Voltados para análises
  • O controle de atualizações é atribuição de quem tem a posse
  • O controle de atualizações não é problema
  • Alta disponibilidade
  • Disponibilidade atenuada
  • Gerenciados em sua totalidade
  • Gerenciados por subconjuntos
  • Não contemplam a redundância
  • A redundância não pode ser ignorada
  • Estrutura fixa; conteúdos variáveis
  • Estrutura flexível
  • Pequena quantidade de dados usada em um processo
  • Grande quantidade de dados usada em um processo
  • Atendem às necessidades cotidianas
  • Atendem às necessidades gerenciais
  • Alta probabilidade de acesso
  • Baixa ou modesta probabilidade de acesso

Por enquanto é só, até o próximo assunto.

Persistindo alguma dúvida, curiosidade ou querendo dar uma sugestão, crítica ou elogio envie seu comentário.

sexta-feira, 16 de março de 2012

DataWarehouse (DW) & Data Mart (DM)

Um DW (Data Warehouse ou Armazém de Dados) é uma coleção de dados orientada por assunto, integrada, variante no tempo e não volátil que tem por objetivo dar suporte aos processos de tomada de decisão.

É um repositório central que armazena dados de várias fontes, transformando-os em um modelo comum, multidimensional, para a realização de consultas e análises mais eficientes.

A diferença entre um DW e um DM basicamente consiste no volume de dados, abrangência e foco. Enquanto o DW foca na organização como um todo os DM´s focam em um determinado departamento ou conjunto especifíco de usuário, por exemplo.

A construção deste armazém pode acontecer de duas formas, cada abordagem têm seus prós e contras. As circunstâncias e particularidades de cada projeto é que determinarão qual utilizar.

Na abordagem Top-Down primeiro se monta o DW (corporativo) para num segundo momento criar os DM (departamentais).
Fonte:http://www.dataprix.net/pt-pt/24-data-mart 

Ou utilizar a abordagem Bottom-UP onde primeiro é criado os DM´s para em seguida montar o DW da organização.
Fonte:http://www.dataprix.net/pt-pt/24-data-mart 



quarta-feira, 14 de março de 2012

BI (Business Intelligence)

O termo Business Intelligence ou Inteligência Empresarial foi utilizado pela primeira vez na década de 80 pelo Gartner Group, porém o conceito remonta desde a antiguidade onde, por exemplo, se observavam a posição dos astros, os períodos de sol / chuva e as marés para a tomada de decisões.


Com o desenvolvimento dos sistemas computacionais ao longo das últimas décadas, observa-se também o desenvolvimento do BI, impulsionado pela permanente necessidade das organizações de manterem a competitividade.


Atualmente, pode-se sintetizar BI como um conjunto de ferramentas, conceitos e metodologias que se utiliza da tecnologia da informação (TI) para coletar dados, analisá-los e transformá-los em informação. Com isso, os sistemas de BI concedem às organizações conhecimento sobre seus negócios, contribuindo para que os gestores optem pela decisão mais acertada.
http://revistas.utfpr.edu.br/pb/index.php/CAP/article/viewFile/933/544
Os componentes de uma estrutura de BI são basicamente:
  • Dados operacionais;
    • É a matéria prima do BI, são os dados originados das aplicações utilizadas no dia-a-dia da organização, por exemplo o ERP.
  • ODS (Operacional Data Store);
    • Armazena os dados operacionais de forma consolidada, porém não possuem características dimensionais (como o DW e DM).
  • Ferramentas de ETL (Extração, Transformação e Carga);
    • Veremos com mais detalhes posteriormente.
  • Data Warehouse (DW) e Data Marts (DM);
  • Data Mining (Mineração de Dados);
    • Veremos com mais detalhes posteriormente.
  • Visualização dos resultados;
    • Ferramentas que permitem ao usuário final visualizar de forma amigável as informações para auxiliar na tomada das decisões.

Este é um breve resumo sobre BI, persistindo alguma dúvida ou necessitando de maiores esclarecimentos, registre seu comentário e vamos aprender juntos.

Fonte:
ANTONELLI, Ricardo A. Conhecendo o Business Intelligence (BI) - Uma Ferramenta de Auxílio à Tomada de Decisão. Revista TECAP. v. 3, n. 3, 2009. Disponível em: http://revistas.utfpr.edu.br/pb/index.php/CAP/article/viewFile/933/544 acesso em: 14 de mar. 2012.

terça-feira, 13 de março de 2012

SAD - Sistemas de Apoio à Decisão

A definição do termo SAD (Sistema de Apoio à Decisão) ainda provoca divergência entre vários autores, mas sinteticamente pode-se definir como: "Conjunto de ferramentas que visa auxiliar os gestores na tomada de decisões".

Um SAD se diferencia de outros sistemas existentes nas organizações basicamente por:
- Manipular grandes volumes de dados;
- Obter dados de fontes diferentes (internas e externas);
- Flexibilidade de relatórios gerenciais;
- Execução de rotinas de otimização e heurística;
- Execução de análises de simulação;
- Suporte para diversos níveis na tomada de decisão;

Com a utilização de um SAD as organizações tem melhores condições de, por exemplo:
- Decidir sobre fazer ou não uma promoção, de qual produto e quando;
- Projetar o risco ou o sucesso do investimento em determinado empreendimento ou do lançamento de um produto;
- Decidir se deve contratar ou não novos funcionários no próximo mês;

Ou seja, com este sistema os gestores têm condições de tomar decisões não apenas na intuição.

Fonte:
FALSARELLA, Orandi M.; CHAVES, Eduardo O. C. Sistemas de Informação e Sistemas de Apoio à Decisão. Disponivel em: http://www.chaves.com.br/TEXTSELF/COMPUT/sad.htm Acesso em: 13 de mar. 2012.
BORTOLIN, Sérgio A. M. Sistema de Apoio à Decisão. Disponível em: http://www.al.urcamp.tche.br/infocamp/edicoes/nov05/Apoio%20a%20Decisao.pdf Acesso em: 13 de mar. 2012.
PRIMAK, Fabio Vinicius. Decisões com B.I. Business Intelligence. Brasil. 1a edição. Ciência Moderna. 2008. 168 p. ISBN 8573937149.